• José Rosa

VINHO E PIMENTA


Nós as vezes achamos a culinária brasileira muito picante, especialmente no norte e nordeste mas isto não passa nem de perto pela culinária Indiana e de algumas regiões da China e Irã. Eu acho que a pimenta tem seu lugar mas tudo em demasia na minha opinião não fica legal.Duas substâncias, a capsaicina (presente em pimentas vermelhas) e a piperina (encontrada nas pimentas pretas) estimulam receptores nervosos da boca que transmitem uma sensação de ardor, ou algo como se fosse uma queimadura, para o cérebro.Este, por sua vez, reage liberando saliva para a boca e, também, endorfina, um analgésico natural produzido pelo nosso organismo.A sensação é de paladar anestesiado e, com isso, não sentimos mais sabor algum. Essa impressão pode aumentar ou diminuir de intensidade, de acordo com a quantidade de pimenta utilizada e seu nível de picância.

Mas o que é isso? Capsaicina (8-metil-N-vanilil-trans-6-nonenamida) é o principal componente ativo da pimenta, seguido da dihidrocapsaicina, nordihidrocapsaicina, homodihidrocapsaicina, homocapsaicina, entre outros, os quais são chamados capsaicinoides. Os capsaicinoides são componentes químicos que dão às pimentas sua ardência característica e têm atraído grande atenção devido às suas extensas propriedades farmacológicas, como as atividades de analgesia, anticancerígena, anti-inflamatória, antioxidante e anti-obesidade.

Essa substância é uma das maiores inimigas do tanino que se conhece. Quando eles se encontram na nossa boca, é o “fim do mundo”. Temos a sensação de que viramos um dragão. Por outro lado, a acidez do vinho é um excelente antídoto para a capsaicina e as melhores combinações com pimenta vão ser com vinhos brancos com bastante acidez. Mas vou dizer uma coisa, se o prato for muito apimentado, não há vinho que agüente.


Então vamos ao vinho, afinal como harmonizar a picancia dos pratos? Uma da mais amáveis e perfeitas combinações , seriam os vinhos naturais Spatlese (com doçura residual), um Riesling ou Gewürztraminer pois a sua doçura e gritante acidez fazem os princípios básicos para esta harmonização, a doçura atenua a picância e acidez traz frescor, tanto para o prato como para não deixar o vinho doce demasiado. Os Brancos da Alsacia, fazem o mesmo papel, com talvez um pouco menos de doçura.

Abaixo algumas dicas que pequisei para poderemos continuar beebndo nosso vinho e comendo uma pimentinha:

Sauvignon Blanc, dos mais tropicais aos mineiras, todos conservam, uma acidez aguda, perfeita para lhe conferir o frescor desejado.

Riesling, Os Riesling no geral funcionarão bem, pois tem de natureza deliciosa acidez, charmosos aromas de frutas brancas cristalizadas, especiarias doces e algo químico, perfeito para o Thai, mas se puder usar os da Alemanha, ai você ganhara em perfume e harmonização perfeita, prefira os com residual de açúcar, consulte o Sommelier.

Gewürztraminer, Assim como a Riesling tem aromas e sabores intensos, apenas mudando as gamas de aromas e sabores, ela mantem uma alta acidez e encanta pelos aromas florais, frutas maduras e muito floral, prefira os com alguma doçura !

Espumantes Demi Sec, Estes farão um belo par para estes pratos, principalmente em se tratar da entradas, se for Cevicce ficara fantástico, pode apostar, consulte o Sommelier para ajustar a doçura.

Tintos Sem Madeira, Tome cuidado com os vinhos muito barricados, estes além dos taninos da uva, adicionam mais taninos com a passagem em madeira, o ideal seria,

Pinot Noir, de Leve a Médio corpo, procure os de Vales e Regiões mais frias, estes tem uma acidez deliciosa e fresca, farão bonito aos pratos de peixes, frangos e comidas mais levas.

Cabernet Sauvignon, daqueles com fruta gritante, bem alegres e descontraídos, procure encaixa-lo com pratos de carne, um bom Filé ao Poivre Vert, ficaria belo !

Rioja Joven, Muito frutados, parecem o pedacinho do novo mundo na Europa, frutados e descontraídos , fazem o mesmo papel da cabernet sauvignon, com menos taninos e menos corpo, use e abuse.

Afrodisíaco!

Agora a melhor notícia é que segundo uma pesquisa feita na Itália com 110 sexólogos e nutricionistas, a combinação entre pimenta e vinho tinto é mais afrodisíaca do que champagne com ostras, consumidos principalmente na vizinha França.Os especialistas afirmam que a pimenta e o vinho tinto são responsáveis por estimular hormônios que promovem a dilatação dos vasos, aumentando assim a sensação de prazer durante o ato sexual.

Entre os que participaram da pesquisa, apenas 5% disseram que tudo é apenas um mito, enquanto 7% ressaltaram que ainda não há provas científicas de que a combinação entre pimenta e vinho é mesmo afrodisíaca.

Por via das dúvidas eu vou continuar bebendo vinho e comendo pimenta!


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