• José Rosa

QUAL A MELHOR ROLHA - CORTIÇA , SINTÉTICA, METAL OU TAMPAS TÉCNICAS ?


A tradição e o charme de abrir uma garrafa de vinho, para mim , faz parte da degustação, seja o serviço feito pelo Sommelier ou mesmo quando sou eu que estou abrindo uma garrafa.

A sensação é mágica , a expectativa da retirada da rolha com sucesso, a análise visual e olfativa das condições da rolha. Para mim é um momento que compõe a degustação.

Todavia temos os mais técnicos e práticos e que consideram a rolha uma mera tampa, sem qualquer valor, por que não dizer poético.

Sabemos que a grande maioria das garrafas de vinho são fechadas com rolhas de cortiça. Isto se deve as características deste material de origem vegetal que não tem cheiro nem sabor e que apresenta a característica de grande poder de vedação. Alem disso é um material extremamente resistente e bastante elástico.

PORQUE CHEIRAR A ROLHA AO ABRIR UM VINHO?

Nem tudo são flores nas rolhas de cortiça. Estima-se que de 2 a 5% de todas as garrafas produzidas no mundo são perdidas por uma contaminação que a rolha de cortiça pode transferir ao vinho. Esta contaminação é a doença da rolha ou “bouchonée”, e é caracterizada por um odor que lembra bolor ou pano molhado e deixa o vinho com um sabor desagradável. A contaminação é proveniente de um fungo chamado armillaria mellea que aparece na cortiça e o metabolismo combinado com as moléculas do cloro usado na higienização da placa forma o TCA.

Este é o motivo de cheirar a rolha sempre que abrimos um vinho.

CORTIÇA

As rolhas de cortiça são elaboradas a partir de uma material de origem vegetal da casca dos sobreiros , é leve e com grande poder isolante.

A razão pela qual a cortiça possui estas características é a sua composição rica em suberina, uma substância lipídica (gordurosa) que se acumula na parede celular. A presença desta substância numa primeira fase impede a entrada de agentes patogênicos e de qualquer substâncias tóxica na célula e numa fase posterior a passagem de nutrientes para a célula, causando a sua morte.

A primeira extração da cortiça ocorre, normalmente, quando a árvore atinge entre 25 a 30 anos, sendo que a extração ocorre nos meses de Junho a Agosto. A cortiça é cultivada principalmente em Portugal e ainda na Espanha e no norte da África.

As melhores rolhas de cortiça são lisas e contínuas e apresentam-se sem quase nenhuma perfuração. Enquanto as de qualidade inferior apresentam buracos ou são feitas de material aglomerado, compostas de restos de cortiça colados que apresentam o risco de esfarelar ao se abrir uma garrafa.


ROLHAS SINTÉTICAS

A cortiça é um material vegetal e pensando no fato de que a cortiça é um recurso esgotável, introduziram-se no mercado, no início dos anos 90, as rolhas sintéticas, que são feitas de material termoplástico resistente e de baixo custo, têm excelente poder de vedação e não reagem com o vinho.

Mas as rolhas sintéticas apesar de ter uma boa aceitação estas tem-se mostrado apropriadas para vinhos jovens e frescos e que não devem ser guardados por muito tempo. Isso porque o material da rolha com o passar do tempo adere ao vidro e sua extração torna-se muito difícil.

Outra alternativa recente é a tampa com vedação estilo “screw cap” ou rosca. Utilizada inicialmente em garrafas miniatura, mas que tem sido usada cada vez mais em função de sua praticidade, custo e higiene. Todavia apesar de parecer uma excelente solução, o screwcap sofre um problema um pouco mais profundo: o primeiro e muito importante é a quebra do ritual do vinho que mencionei no início deste post. Imagine selecionar um vinho especial para uma comemoração e abrir a garrafa como se estivesse abrindo uma garrafa de água ou cerveja.

TAMPAS TÉCNICAS

Sabemos que a evolução de um vinho que está na garrafa vem da oxigenação das poucas moléculas que ficaram presas no interior ou e pela entrada de oxigênio através da rolha de cortiça.Este processo é também chamado de micro-oxigenação. Este fenômeno é o responsável pela evolução dentro da garrafa. Mas então como manter este processo e utilizarmos rolhas sintéticas perfeitamente herméticas?

Esta questão foi reconhecida recentemente, na mudança de milênio, quando as tampas alternativas foram responsáveis, em certa medida, pelo defeito de redução. Em outras palavras: por falta de oxigenação, em particular nos vinhos tintos, sentia-se um odor de ovo podre.

Algumas empresas como a Nomacorc e Diam iniciaram uma pesquisa e este problema começou a ser estudado.Estas empresas começaram a desenvolver rolhas inteligentes que permitiam a entrada de oxigênio de forma controlada , na ordem de parte por milhão. Esta era a solução para evitar o cheiro de ovo podre causado pela vedação completa causada pela rolhas sintéticas.O trabalho destes especialistas evoluíram até se obter uma tampa de goma expandida que, além de evitar o TCA, permitisse dosificar o oxigênio previsivelmente.

TAMPA DE VIDRO

Uma rolhinha bonita pra caramba. Alguns dizem que elas são feitas com silicone. Outros garantem que se trata realmente de vidro. Sei lá do que realmente elas são feitas, mas são bonitas e não escondem vinhos bons de se beber no dia a dia. Elas trazem um aro vedante e se encaixam nas garrafas com pressão. Abre-se com os dedos, sem maiores problemas.

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